No verão de 1971, a convite dos amigos e futuros compadres Yolanda
e Napoleão Rodrigues de Freitas, empreendemos uma viagem a São Miguel
das Missões. Talvez tenha sido um dos fatos que marcou nossas
existências indelevelmente. Viagem longa no carro de Napoleão, subindo a
serra até Carazinho, Ijuí, Sto. Ângelo, que durou quase todo o dia.
Mais um trecho atá São Miguel, chegamos a tempo de montar as barracas ao
lado do cemitério da igreja. À noitinha, lanche no barzinho ao lado da
Redução e recolhimento. Na manhã seguinte, exploração da zona: Igreja,
Museu da Redução, Local da fundição de metais, Casa das Viúvas, etc. o
que nos consumiu o dia inteiro. No dia seguinte peregrinação até
Caaraó, onde foi sacrificado o Jesuíta Roque Gonzalez por Nheçu, cacique
guarani que não se submeteu às recomendações do padre sobre monogamia.
Ainda
no mesmo dia visita à Redução de São Lourenço, maior que São Miguel.
Mal conservada, mas ainda deixando adivinhar o que teria sido em todo
seu esplendor.
Não havia naquele tempo nada de espetáculos
de Luz e Som, deixando por conta da nossa imaginação o que teria sido o
esplendor daquela civilização, que teve fim com o Tratado de Madrid,
firmado pelo Marquês de Pombal em 1750, dando início às Guerras
Guaraníticas, que culminaram com a expulsão dos indígenas e jesuítas
para o Paraguai.
Viagem à história, capaz de provocar fantasias sobre aquela época mal divulgada da nossa história.
Meu
compadre, Napoleão Rodrigues de Freitas escreveu um livro ficcional
sobre as Missões, mas seguindo as linhas da história real, que se
intitula "Christo Nhandeyara". Belo livro, que tem página no Facebook.
Igreja de São Miguel |
NOSSAS BARRACAS PERTO DO CEMITÉRIO |
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